Estrelas Cadentes

Comentar

África Namíbia

Quando a beleza surge de surpresa, com contornos ímpares, é natural que voltemos a recordar temas que nos fazem felizes. É em situações destas que, sortudos e honrados, nos sentimos maiores do que o Ser, mas, no fundo, com tal cenário, percebamos de igual modo o quão pequenos e insignificantes podemos ser.
A estrela cadentes… os meteoros que pegam fogo pelo imenso atrito criado à entrada na atmosfera, emitindo assim luz própria que faz com que sejam vistos.
A felicidade é servida aos meus olhos em dose dupla. Uma ainda no Botswana e outra agora, na Namíbia. Com vastas regiões desérticas, ausentes de civilização, sobram os lugares para contemplarmos o mais espetacular dos céus.
A primeira foi, sem dúvida, a que mais me encheu o peito: a cair mesmo à nossa frente e a desfazer-se ao entrar na atmosfera. Como fogo de artifício. Não é uma estrela cadente distante. Esticando os dedos, juraria que lhe podia tocar…
Um sereno sentimento de plenitude…
A segunda experiência, muito semelhante, igualmente sob o vislumbre da via láctea, mas sem o mesmo impacto na explosão. Fica-se pelo 9.9 na nota técnica.
Sob os meus pés, árido solo africano. Acima do meu olhar, todo um sistema solar que, devidamente apreciado em lugar VIP, satisfaz e realiza os sonhos de qualquer exigente imaginário

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

code