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Logo na fronteira, repetem-se as tentativas de nos enganar. E por parte dos representantes do Estado. Mas não ligámos nem perdemos tempo. Em minutos, um jipe transporta-nos pelo mesmo preço que pagámos de bus no trajecto inverso.. Boa ideia, pois estamos apertados de tempo para Gorakhpur.
No banco de trás, nós e o checo intocáveis. Com espaço. Na mala, apinhados. No banco da frente, iam seis. Até que o condutor acabou sentado ao colo de um dos passageiros. Literalmente.
“Small driver, no problem” sorria.
Chegados à confusa e porca Gorakhpur, 40 minutos para apanhar o comboio das 19:00. Constantes indicações contraditórias dos funcionários dos burocráticos e pesados caminhos de ferro indianos.
Finalmente, os cinco turistas que aleatoriamente se juntaram no local recebem indicações similares. Saímos da estação. Andámos a pé cerca de um poeirento quilómetro ate outro departamento ferroviários. Recuámos riquexós.. Com “muita sorte”, acabámos por arranjar todos bilhete para as 22:00. Partimos umas duas horas depois.
Deveríamos concluir a viagem às 04:15. Só atrasámos seis horas. Pena. Ía permitir-nos, logo no primeiro dia, ver do rio Ganges o mítico nascer do sol sobre a arquitectura e cultura únicas de Varanasi…

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?

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