Dia de Cão em Jaipur

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Ásia Índia

O ânimo de estarmos no Rajastão, na capital Jaipur, esmoreceu ao raiar do dia.
Saímos cedo da caminha. Mas foi também prematuramente que entendemos que não poderíamos andar longe do hotel. Melhor: eu precisava andar muito perto do WC e o Vasco de descanso face às dores musculares. Antes de ser atacado pelo mesmo problema que eu…
Um trio de ataque, completamente à defesa. Enclausurado no hotel. O Frank nem saiu da cama.
Impacientes, eu e Vasco ainda nos aventuramos a sair – eu estava há quase 24 horas a água e coca-cola, sem comida, receita depois seguida pelo Frank – mas a aventura não durou muito.
Procurámos desesperadamente um restaurante “não indiano”. De qualquer tipo. Caminhámos de um lado para o outro. Ninguém sabe nada. Finalmente, a recompensa. Ou o castigo: McDonalds.
Fechei os olhos aos meus princípios. Raios, que se lixe! Já só sonhava com um suculento BIG Mac (ou outro maior) e uma coca-cola gelada para me rasgar a garganta. Estava calor. E pó.
Entrámos. Pois… Índia… Vacas… só há mesmo hambúrgueres de frango. E picantes. Duas dentadas. Desisto. Vingo-me em dois gelados. Alarme. Organismo protesta. Hora de voltar para o hotel. E rápido!
Três a quatro horinhas de cama durante a tarde. Um luxo há muito não experimentado. Há que aproveitar.
À noite, o sono não vem. FC Porto joga na Rússia. Há que improvisar novamente forma de ver o jogo. Conseguimo-lo. Às prestações de imagem. Na prática, conseguimos ver apenas um golo em “direto”. O segundo do Spartak.
O dia acaba mais longo e menos rico do que o desejado. Dormir e esperar por melhor sorte quando o sol nos der nova oportunidade.

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?

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