Rumo a Agra

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Ásia Nepal

Foi febril e com os intestinos descontrolados que me juntei ao grupo depois de uma hora a tentar dormir na minúscula recepção da Luxmi Guest House. Eles tinham-se demorado no almoço e agora lutávamos contra o tempo (e transito) para apanhar o comboio.
Eu não abria a boca. O Frank não parava de mostrar os dentes, ainda a “voar” com a lassi. Ufa. Chegamos a horas. Num comboio apinhado, arranjou-se espaço para me poder deitar. Também tinha pago pela “cama” toda, é verdade.
De repente, mente fresca. Ou a testa. Kayoko Sawamura, a nossa Kayo, embebeu um lenço em água. Com simpático gesto maternal, colocou-mo na testa. Regularmente, virava-o. E voltava a refrescá-lo. Por magia, a febre foi-se. Os problemas intestinais permaneceram.
Foi em Agra que nos despedimos de Kayo e do Miguel.

Com quatro horas e meia de atraso em relação ao previsto. A pontualidade dos comboios indianos. Frank continuou connosco. Guardámos as malas na estação. O Taj Mahal e o “red fort” esperavam-nos.

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?

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