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Granada

América Central Nicarágua

Foi bela e altiva. Esplendorosa. Rica como nenhuma, na América Central. Viveu séculos de apogeu. A loucura de um aventureiro americano quase a reduziu a cinzas. Não a podendo manter sob o seu jugo, preferiu mandá-la queimar. Estávamos no século XIX.
O tempo correu. Lentamente. Mais de um século se passou. Sem pressas. Limparam-se cinzas, ficaram cicatrizes. Pouco se reconstruiu. Agora, Granada está a ser reencontrada. Libertadas as suas cores…
Em La Calzada, sobram sinais de um futuro que não se quer assim. Eu não quero, embora, isso nada importe. A mais turística, cativante e “limpa” das ruas, tem demasiado dedo “gringo”. Ou seja, pouco de original. Cada vez menos de genuíno.
Muitos estrangeiros a investir em restaurantes. E bares. Promovem a cidade não pelo que é, pelo que tem de melhor e original, mas dando-lhe um cunho mais internacional e sofisticado na pobre América Central.
A caótica cidade está polvilhada de interessantes vestígios coloniais. E sobra-lhe vida. Cor. Na arquitectura. Nas lendas. Nos vendedores de rua…
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Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?