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Back to San Jose

América Central Costa Rica

Um banho de gente faz, bastas vezes, a imagem de uma cidade. Principalmente, se for sorridente. É isso que levaremos de San Jose. Que vive muito em torno da principal rua pedonal. Rasga o coração da cidade.
“Mi amor” é expressão que se houve amiúde. Nas ruas. Nos mercados. Uma doce forma de comunicar. De vender. Os costa-riquenhos mostram igualmente o seu lado latino na forma como comunicam. Até na sua sonoridade.
Não é uma capital que nos surpreenda pela elegância arquitectónica. Ou pela beleza dos seus jardins. Nem pela exuberância do que quer que seja. San Jose afigura-se-nos humilde, mas simpática.
Tinha sido sob a inevitável chuva que deixamos La Fortuna. As paisagens até Ciudad Quesada são, como esperado, fantásticas. Daqui para San Jose, nada muda. A pequena Costa Rica tem quatro por cento da biodiversidade do Mundo. Percebemos porquê. Apesar do azar da meteorologia.
Para despedida, voltamos ao lugar do crime. Ao restaurante onde tinha comemorado o meu aniversario, há um mês atrás. A fome não era muita. Uma sopa de mariscos para cada um. Mas não uma sopa qualquer. Riquíssima. Mais onerosa (e saborosa) do que os pratos principais. Daí a sua fama.
No final, suspiramos por um gelado. Mas não um qualquer. Era novidade numa cadeia multinacional. “Já esgotou. Quer outro sabor?”, respondem-nos. Claro que não! Os outros já os conhecemos.
Duas “quadras” ao lado poderíamos ter mais sorte, sugerem. Fomos apressados. Restaurante já tinha fechado. Segurança à porta para não deixar entrar mais almas famintas. Ou gulosas, como era o caso. “Lamentamos, mas a máquina dos gelados avariou”.GRRRRR…
De volta ao primeiro restaurante. Que também fechava. Toda a persuasão do mundo para conseguir que nos servissem um geladinho. Mesmo um que já soubéssemos de antemão o prazer que nos ia dar. Que foi muitoooo…
Nova caminhada sem destino – mas sempre na mais segura ‘baixa’ – ao final da noite. Deitar a horas decentes. Iríamos madrugar. E a jornada ia ser longa. De volta ao avião, para chegarmos ao próximo destino..

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?