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Ataque… again…

África Quénia

Já a sós, e após o jantar e agradável conversa com o segurança do estabelecimento – o Morais sujeitou-se a ser preso por fumar na… rua (quem diria que no Terceiro Mundo também há medidas “avançadas” e proíbem fumar em locais públicos?) – caminhávamos despreocupadamente para o hotel quando fomos abordados por três seguramente castas donzelas que suplicaram pela nossa companhia. Segundo as mesmas, “para não ser presas”.
Cada um de nós fez o favor de conversar com as novas amizades durante uns 300 metros, até que a ironia do destino nos levou de novo ao Simmers.
Entrámos para ver o ambiente e sobraram sorrisos femininos, oriundos de todas as direções. Volvidos apenas dois minutos (há quem garanta que não foram mais de 16/17 segundos), já estávamos rodeados por simpáticas senhoras que, discretamente, nos ofereciam os seus serviços. Nunca os especificando.
As sangue-sugas “colam” menos à pele…
“Entendemos”, até porque se trata de um negócio que não poupa países ricos ou pobres, mas este espetáculo não deixa de ser degradante.
Gostaríamos imenso de vos informar do preço do “tombo” em Nairobi, mas, lamentavelmente, nem isso conseguimos saber. O jornalismo de informação luso está de luto…

Vamos abandonar o Quénia. Sabemos que muitos mais locais interessantes haveria para visitar, mas temos de fazer opções. Tanzânia é o destino.
“Espertos”, não reservámos lugar no autocarro. Vamos aparecer de “surpresa” às 07:30. Também não temos estadia prevista… e o Loureiro também ainda não sabe se passa a fronteira com aquele passaporte.
A experiência diz-nos que tudo isto é má ideia… na prática, saberão o resultado no próximo “post”.

(Viagem a África, 2009 – africatrio.blogspot.com).

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul e na Rússia ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?