Zanzi bar

África Tanzânia

Stone Town é a capital da ilha de Unguja (em swahili) que, juntamente com a de Pemba (não a cidade de Moçambique), formam Zanzibar. Esta e a continental Tanganhica formam a Tanzânia. Confusos?
O Morais conheceu um tanzaniano “sério”. Mais uma história de vida de levar qualquer um às lágrimas. Prontificou-se a ajudar-nos na chegada à ilha. Tinha um amigo que trabalhava no Hotel Jambo. Na prática, juntos levaram-nos a vários pardieiros, mas nenhum era o Jambo.
Empenhados em rapidamente esquecer o erro que já se adivinhava, optamos, finalmente, por um hotel. Baratucho. Tentamos despistar os nossos voluntariosos amigos. Em vão. Eximas sanguessugas, não se deixaram iludir e, “coladinhos”, lá conseguiram garantir a comissão. 3.000 Shillings (1,5 euros), dizem. É assim que o viajante/turista paga sempre o valor do quarto (a negociar) mais a inevitável inflação para a comissão dos novos e caríssimos amigos.
O jantar no “sea gardens” foi divino. Várias banquinhas ao ar livre a vender comida. Um ambiente miniatura do que se passa na Djema el-Fnaa de Marraquexe, mas menos turístico. E igualmente acolhedor.
No dia seguinte, taxi para a zona dos autocarros e “dala dala” (metam a palavra no google imagens) e andámos algum tempo em busca do que ia para Nungwi. A Norte.
Sem respostas convincentes, perguntámos a mais uma donzela onde nos poderíamos dirigir. Entretanto, um “jimbras” ouviu-nos e 10 segundos depois já tínhamos vários “brothers” a negociar connosco. A bandeirada nem foi muita: pagámos 1.5 euros por 50 quilómetros de viagem. Comissão incluída.
Já na rua (??) central de Nungwi, nova negociação – em África, nada se faz sem negociar. Desta vez, um carregador de malas (veículo de transporte de vegetais, com duas rodas) até à praia.
Em 20 minutos encontrado local para ficar. Acertámos o preço e, quando íamos relaxar-nos no mar, verificámos que não tínhamos água no bungalow. Tudo resolvido em três horas por Mr. Flexible (Sim, era este mesmo o seu nome, pelo qual era tratado).
Hora de esquecer tudo. Olhos fixos na praia a nossos pés.
Finally, Paradise Times…

Viagem a África, 2009 – africatrio.blogspot.com).

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?