Paranóia da segurança

Ásia Tailândia

“Não precisa abrir”, disse o jovem da segurança, quando lhe revelei que tinha um pequeno portátil na mochila. Não sabe, mas poupou-me bom trabalho. Refazer a bagagem depois de a abrir é uma arte que ainda não domino na totalidade.Relaxadamente, passámos também com garrafa de litro e meio de água. Insertada. “Não devia ter trazido tanto líquido”, sorriu a segurança, quando levantávamos as mochilas. Acabámos por beber na sua frente. Não por que tivesse pressionado. As regras alegadamente relaxadas funcionam aqui. No mundo supostamente evoluído, são já um bom negócio.Banguecoque estava a ficar para trás. Não fazia propriamente parte da aventura. Dadas as mudanças de planos, acabou por ficar “fora de rota”. Íamos voar para norte. Mudando de país..

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?