Jessa…

Ásia Filipinas

Em toda as Filipinas, não vi sorriso ou beleza igual à de Jessa. O australiano John, seu marido, uns 15-20 anos mais velho, também não. O fotógrafo que trabalha para alguns dos mais conceituados Media internacionais perdeu-se de amores e casou com a perita em informática que, aos 34 anos e com um filho de nove, ainda poderia brilhar nas passerelles.
“Uma vez demos dormida a dois jovens americanos. Quando foram embora, no porto, referenciaram-nos a quatro inglesas que chegavam à ilha. E todos foram passando a palavra. Quando demos por ela, já tínhamos um negócio”, conta-nos.
Jessa e John apelidaram-no de JJ. Que celebra a sua união.  Construíram a casa para viver. Trouxeram os pais dela. E o espaço que sobra, seis camas apenas, dedicado aos viajantes que ali encontram um ambiente familiarmente único. E há espaço ainda para as tendas dos que não se importam de dormir na praia, sob coqueiros, de frente para o mar. As solicitações são tantas, que a estrutura vai crescer, em breve. Os planos já estão feitos. Só falta começar a obra.
O espaço é sublime. Dominado por beleza e simplicidade exóticas. Sozinha (John tem estado na Austrália), Jessa, um encanto, em todos os sentidos, rodeou-se de funcionários de igual simpatia. Que, acima do negócio ou lucro fácil, preferem o sorriso dos seus hóspedes.
Só assim se explica que incentivem e ajudem os clientes a comprar e cozinhar o seu próprio peixe. Preferencialmente, num espaço exímio para grelhar. Depois disponibilizam arroz e as bebidas. Claramente, perdem dinheiro. Mas ganham confiança. Sorrisos. O à vontade. E o retorno de que a todos dá um enorme desejo de voltar.
JJ é um lugar único. Mítico. Especial. Um dia saciarei as saudades….

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?