Rumo a Corfu…

Albânia Europa Grécia

Finalmente, uma viagem suave, suave. Ou que tem tudo para isso. De Gjirokastra para Saranda, uns serpenteantes 50 quilómetros. Da costa para Corfu, já na Grécia, meia horinha de barco e 19 euros (o voo de Corfu para Bérgamo, em Itália, custou-me 12).
O dia convida a excelente disposição e é com esse espírito que vou estrada fora. Continuo a passar por estimulantes verdes, alguns tentadores azuis e gente boa. Gente que entra e sai da carrinha.
Idosos super bem tratados. Respeito e palavras que suponho amigas. Sorrisos aos estranhos. E é assim, serenamente, que desço em rua em convulsão (obras) algures em Saranda.
Apanho a marginal e caminho despreocupado, em direção ao porto. Saber horários para decidir a que horas zarpar, ver quanto tempo tenho. Surpreendentemente, faltam 20 minutos para o último transporte para Corfu. Estranho. Tento confirmar, sem os melhores meios para o fazer. Resta-me confiar. Paciência.
Bilhete na mão, alfandega e barco. Não sem que Anna volte a ter problemas. Depois de ter sido barrada na Macedónia, entrou duas vezes na Albânia. Uma por Tirana, em avião, e outra desde o Kosovo, em autocarro. A marinha quer primar pela diferença… Complica, mas consigo descomplicar. Em singelos dez minutos.
Ainda não é desta que nos vamos separar definitivamente. Entramos no barco, qual Nautilus, e em breve já a caminho.
À esquerda, a Albânia ainda me vai seguindo os passos até que Corfu nos estabelece os limites, do lado contrário. Chama-me a atenção a qualidade dos azuis daquele mar. E a delícia do seu estiloso velho casario. Aqui, sei que vou ser feliz….

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?