“MAID OF THE MIST”

América do Norte Canadá

Vista das cataratas é mais entusiasta do lado do Canadá ou dos Estados Unidos? Daqui, a panorâmica não pode ser melhor. De lá, a provável adrenalina de quem vê tudo (água) precipitar-se mesmo ali aos pés?
Descer escadas laterais e apreciar assim a imponente queda de água? Ou preferível caminhar entre a rocha e o poderoso manto branco? Qual das opções a mais vibrante? A resposta  está em nova alínea: “Maid of the Mist”!!
Reconheço relutância inicial. Afinal, com os óculos molhados nada vejo. E sem eles, tudo perde nitidez. A forte probabilidade de não voltar aqui ajuda a decidir. Tal como a presença do Marcos e da Carla, com quem início, esta mesma manhã, uma nova etapa nesta viagem. Falarei deles. Oportunamente.
19.75 dólares. E perto de 600 pessoas no barco que nos conduz ao “inferno” das cataratas, desafiando a natureza e colocando-se ao seu alcance. O engenho humano a esticar-se até à tolerância da natureza. Temos o privilégio de sermos os primeiros da nossa fornada a entrar no barco. Obviamente, apoderamo-nos da proa. Conquistado o éden das vistas. E dali não saímos.
Passamos pela primeira violenta queda de água e logo ali os meus olhinhos passam a “apenas” dois. Os graduados, arrumados no bolso. Um chuveiro revigorante que arranca as primeiras manifestações de entusiasmo e excitação ao aglomerado. O que engorda os bolsos dos donos em mais de 150 mil dólares por dia, em bilhetes. Se a média de visitantes se mantiver constante, mais de 150 milhões que este barco rende por ano…
Seguimos caminho. Destemidos para a bruma dos milhões de litros de água que estrondosamente caem no improvisado lago. Esmagam tudo o que encontram. Difícil manter os olhos abertos, mas é crime fecha-los. Impossível perder esta imponente manifestação da natureza. Em balcão de luxo.
É aqui, na proa do Maid of the Mist, que percebemos a verdadeira dimensão das cataratas do Niágara. Um bálsamo para corpo e mente e um estímulo para os entusiasmantes dias que aí vêm….

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?