Bye Bye USA

América do Norte Canadá Estados Unidos

Sault St. Marie é o palco da última noite nos Estados Unidos. Pequena localidade fronteiriça de 16.500 habitantes (a “gémea”, do outro lado do rio, tem 75.000) e bem longe da beleza que nos tinham anunciado.
Meia dúzia de restaurantes, das cadeias nacionais/internacionais de fast food e grandes estabelecimentos e supermercados. Não muitas casas e várias placas a indicar a direção do Canadá. No pouco acolhedor centro, umas quantas lojas de souvenirs, raros edifícios “históricos” e um parque simpático. And thats it.
Sorrio quando vejo loja que se dedica a comprar ouro e armas. E um carro lotado com um cartaz de “casados de fresco… há seis anos”.
A despedida faz-se em restaurante de ambiente convidativo, jantar que olhos e estômago devoram com indisfarçável prazer. E um fim de noite no hotel em jacuzzi para 12, onde nos espraiamos apenas os três.
Cruzaremos a fronteira na manhã seguinte com as autoridades canadianas a querer certificar-se de que não vamos emigrar para o país. Insistimos que temos avião em Toronto para regressar a Portugal. “Então deviam ter devolvido este papel às autoridades dos Estados Unidos”, alertam-nos. Um segundo antes de o arrancarem dos agrafos que os ligam a cada um dos nossos passaportes. Trata-se da permissão de estadia máxima de três meses nos EUA.
Em pouco tempo, impacientes com o limite de 90 km/hora nas autoestradas do Canadá. Excecionalmente, 100. Borinnnnnngggggg!! E atrasa-nos bastante, em relação ao previsto. Já não chegaremos, como desejado, a Toronto.
Uma paragem e vemos oferta de estadia em Wasaga Beach. A cidade com a maior praia de água doce do mundo. São 14 quilómetros para os 17.000 residentes permanentes que, nos meses mais quentes, são invadidos por outros tantos endinheirados compatriotas. Estamos a 50 quilómetros. Coisa pouca para interessante desvio.
A nossa anfitriã é militar. Instrutora de avião na maior base militar do país. Cabedal imponente e, fardada, fica a matar. Já disse que esta noite há chuva de estrelas cadentes?  .

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?