Entre países…

Ásia Malásia

No que toca à escolha “cega” de comidinha no avião, não há pai para o Carlos. Na reserva online, eu e o Zé Luís optámos pelo estilo vegetariano na Qatar Airways, mas, com essa escolha, não fomos além de arrozinho, batatas e grão embebido em molho picante. Isso de Milão para Doha. Da capital do Qatar para Kuala Lumpur (Malásia) não foi muito diferente. Até no pequeno-almoço. Além de mais cheirosa e com melhor aspeto, a comida do Carlos veio ainda com “suplementos especiais”, casos de chocolates e iogurtes. No regresso, faremos ver às simpáticas meninas de bordo que Alá deveria olhar para todos por igual. Em Doha não chegámos a sair do aeroporto – escala de apenas oito horas e visa de 30 euros (entrada única), convida-nos a visitar a cidade apenas no regresso – mas, do céu, foi possível ver como tudo parece desenhado a régua e esquadro. Aliás, característica igual à dos vários Emirados Árabes Unidos. Muitas horas depois, o primeiro contacto com o ambiente da Malásia: quente e húmido. Estão mais de 30.º e a humidade relativa é para aí de 120% (como disse um dia um anedótico comentador TV). Passar pelo controlo do passaporte revelou-se um suplicio e quando chegámos à recolha das bagagens, só lá já estavam as nossas, guardadas por três sorridentes malaios. 10 horas apenas separam este voo do próximo (sim, é propositado evitar falar do destino seguinte) que, finalmente, nos vai levar à Austrália. Fomos vivamente desaconselhados a ir ao centro de Kuala Lumpur (“vão gastar muito tempo em viagens e no fim não estarão lá duas horas sequer”) e, por isso, seguimos diretamente para o LCCT, onde a Air Asia é imperatriz. Antes de voltar a casa, estaremos cá (não no aeroporto, claro) dois dias.Já sabemos que daqui a pouco vamos jantar no “Taste of Asia” (a comida tem excelente aspeto), difícil vai ser escolher entre as apetitosas iguarias. Sacos cama no chão, corpinho estendidinho, portátil a rodar entre nós, recarregado em ficha “pirata”. O tempo passa. Lentamente….

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?