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SIDNEY

Austrália

Trata-se, certamente, de uma das cidades com mais “elan” no planeta. Cativante, jovem, moderna, bela, arejada. E podíamos continuar com os elogios, que não seriam exagero para este burgo cada vez mais bem frequentado. Comparando com Perth, foi um salto tremendo.
Viajámos de noite e eram 07:00 quando chegamos aquela que muitos no mundo julgam, erradamente, a capital da Austrália (**). Marcelo, paulista convicto, foi nosso anfitrião, em excelente equipa com o “irmão” Danilo, em DeeWhy, no lado norte.Pousado o desconfortável equipamento, hora de voltar ao centro, começando com deslumbrante viagem de ferry entre a popular Manly e o Circular Quay, local de peregrinação obrigatória de todos os turistas/viajantes. É aqui que se pode visitar a mundialmente famosa ópera de Sidney (a obra do arquiteto dinamarquês Jorn Utzon foi projetada para ser construída em seis anos, demorou 15 e custou 102 milhões de dólares, 14 vezes mais do que o estipulado), com vista privilegiada para a secular ponte, talvez a maior obra de engenharia dos primórdios do país, independente desde 1901. Depois apanhámos o CAT (serviço de transporte grátis em algumas linhas no centro das maiores cidades australianas) e vagueamos pela zona de China Town. Linda. Animada. Com muito “ambiente”.Na verdade, muitas vezes Sidney mais parece uma cidade asiática, dado o elevadíssimo número de orientais que circulam no seu tecido urbano. Algo que se estende aos arredores. Os australianos demoraram a abrir a emigração aos vizinhos asiáticos, mas quando o fizeram, certamente não imaginavam uma invasão desta dimensão.O dia não terminou muito tarde. Estávamos exaustos e domingo ia ser bem longo. (**) Dada a rivalidade e igualdade de desenvolvimento económico-sócio-cultural de Sidney e Melbourne, em 1901, quando a Austrália se tornou independente, foi decidido edificar uma nova cidade que seria a capital do país. Encontrou-se um lugar a meio caminho e assim foi planificada Camberra. Note-se que o nome só muitos anos depois foi acertado, uma vez que no período da construção da cidade multiplicaram-se as sugestões, com algumas literalmente impronunciáveis..

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?