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Queenstown

Nova Zelândia Oceania

“Isso aí é um autocarro?”, questiona, apontando com o indicador direito, como se houvesse alguma dúvida quanto à resposta.
Não tem mais de 1,70 metros. Farda de azul e fico na dúvida se é um agente da autoridade ou um escuteiro. Uma vez que aparenta uns 45 anos e é o único cidadão que avisto em Queenstown de semblante um pouquinho para o carregado, prefiro não arriscar.
“Não. Efetivamente, não é. Só vamos carregar as malas e em dois minutos arrancamos. Por isso não abandonei o carro”, digo-lhe, semi-desculpando-me, já que ignorava a sua “autoridade”.
“No seu país fazem isto? Estacionar carros na zona destinada a autocarros?”, insiste. Digo-lhe que não, desculpo-me novamente e prometo ser breve.
Queenstown está a ficar irremediavelmente sem espaço, daí a prevaricação ou desenrasque à boa forma portuguesa. A popularidade do pequeno burgo sobe em flecha e garantiram-nos que já somente um terço dos habitantes é “kiwi”. Há muitos brasileiros, tal como os imensos inevitáveis orientais.
A cidade fica na margem do Lago Wakatipu e está rodeada de imponentes montanhas, uma das quais mesmo em “cima” da zona urbana. Subir um teleférico a pique é uma experiência cativante. Subir enquanto expandimos o raio de visão sobre a deslumbrante paisagem é mais uma das inesquecíveis experiências possíveis na Nova Zelândia.
Queenstown é muito popular – demasiado – entre os backpackers jovens, sendo conhecida como uma das capitais mundiais do desporto de aventura. Com efeito, não há atividade radical que não se possa fazer por estas bandas.
“Trepámos” à montanha….

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul e na Rússia ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?