Senhor dos Anéis

Nova Zelândia Oceania

O filme não mereceu crítica consensual, mas é unânime a magnificência das paisagens onde foi rodado. O Senhor dos Anéis é… Nova Zelândia. Para ser mais preciso, foi filmado em distintos pontos em torno de Queenstown, com predominância numa colina a caminho da mítica Milford Sound (um dos “segredos” que o Lonely Planet revelaria após a nossa visita).
A caminho dos fiordes, vamos contemplando sucessivas paisagens de cortar a respiração e imaginamos que a Peter Jackson (igualmente neozelandês) não foi difícil encontrar cenários onde rodar a sua milionária saga.
Os cerca de 300 quilómetros entre Queenstown e Milford Sound costumam ser apreciados em quatro/cinco horas. Fomos a “dar-lhe” bem e nem parámos muitas vezes para fotos (se cedêssemos aos permanentes ímpetos, a esta hora ainda estaríamos a caminho).
Sem surpresa, desfilaram pela nossa ávida curiosidade lagos, soberbas montanhas, uma paleta de verdes e vaquinhas e cordeiros em ocioso repasto. Aliás, até foi possível vermos criação “doméstica” de alces. Preferimos não saber muito mais…
Paragem em Te Anau. Um “sonho” obrigatório nesta jornada. Belo e sereno. Tudo tudo, aqui. Apetece fazer a famosa caminhada até Milford Sound, mas a urgência impede-nos de investir uns dias nesta mítica jornada. Quase a chegar ao paraíso, um túnel de uns dois quilómetros que fumega à entrada. Escuro, sem sinalização e com um desnível fortíssimo.
A descida até Milford Sound prossegue abrupta e ao chegarmos ao nível do mar – não precisamos de mais de 15 minutos – o carro tresanda a borracha queimada, das sucessivas travagens.
Instalamo-nos no único lugar possível… pelo menos, para as nossas carteiras..

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul e na Rússia ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?