MITRE PEAK

Nova Zelândia Oceania

Mal saímos do kayak e já investimos mais uns inconscientes dólares em nova aventura nas águas de Milford Sound. Desta vez queremos ir mesmo até ao Mar da Tasmânia. É por isso que o Mitre Peak entra na história.
Sendo um barco mais pequeno, tema condições para se aproximar mais das margens, ao contrário de outros “gigantes” que imperam nestas águas, apinhados do turistas tipo sardinha-enlatada: saem de Queenstown de madrugada, cinco horas a ‘rasgar’ de autocarro, entram à pressa no barco, saem a igual velocidade e fazem todo o percurso inverso. Ufaaaaa…
No bem mais sossegado Mitre Peak podemos apreciar soberbamente a vida selvagem (mais focas e pinguins) e ficar mesmo por baixo das cascatas, sentido na face, no corpo, na alma toda aquela pujante água cristalina, que torna a experiência ainda mais inesquecível.
Já não há nevoeiro. Em nosso redor, todo o cenário é pleno, harmonioso, deslumbrante. Tudo é êxtase. Em paz..

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?