Franz Joseph & Fox

Nova Zelândia Oceania

É hora de rumar a norte e é esse o caminho escolhido. Queríamos ter passado uma noite em Wakana, mas apenas foi possível visitar essa bela povoação (invariavelmente, nas margens de um lago) por uma escassa hora.
Tínhamos como objetivo os glaciares Franz Josef e Fox. Depois das inesquecíveis experiências na Argentina, há que confirmar se na Nova Zelândia estes fenómenos da natureza têm igual impacto, beleza.
A verdade é que… não. Imponentes e certamente fantásticos para quem vê um pela primeira vez, mas quem já tinha passado pelo Cerro Torre (caminhámos 17,5 km pelas montanhas até lá chegar, obrigados a fazer slide e rappel no caminho) e Perito Moreno (um dos maiores do mundo, o único que contraria a natureza e continua a crescer) tem a obrigação de ser mais exigente. Ainda assim, mais do que vale a visita e o assombro. A comparação, sempre subjetiva, não lhe retira qualquer brilho.
Para atingir a base do Franz Josef, bastaram 45 minutos de caminhada. Para o Fox, nem tanto. Meia hora sem dificuldades até o ter à frente. Infelizmente, ambos estavam algo para o “sujo” na sua parte mais exposta ao visitante.
O efeito das alterações climatéricas é bem evidente em ambos. No último século recuaram quais mais do que a nossa vida pode alcançar. A este ritmo, se tivermos netos, apenas poderão contemplar as imponentes montanhas onde um dia estiveram estes glaciares..

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?