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Wellington de Honra

Nova Zelândia Oceania

Quando visitamos um museu, obviamente que optámos por ver o melhor. Te Papa é único na forma de contar a história da Nova Zelândia, um ex-líbris de Wellington, a capital do país (não, não é Auckland).
Para melhorar o cenário, é dia de inauguração de uma exposição de pintores europeus. Por isso, o museu convida todos os amigos de Te Papa, entenda-se, os patrocinadores da instituição. E não são assim tão poucos. Aqui, a cultura leva-se a sério. Valoriza-se.
“Não, hoje não podem ver o museu. Sempre que temos uma exposição nova, o dia é dedicado aos que nos ajudam. Mas sempre podem beber algo”, dizem-nos, amigavelmente.
Mesmo não estando trajados a rigor – aliás, bem pelo contrário, pois mal dormimos e estamos com ar “pé descalço” – declinamos, gentilmente, um bom champagne. Não fomos tão cerimoniosos quanto ao suminho de laranja e ao provar três tipos de chocolate, com um gostinho dos céus.
Continuando o passeio ao longo do porto, somos desafiados por uma autoridade nacional a contribuir com uma mensagem criativa de defesa e preservação dos oceanos. Temos muito giz e um passeio enorme para dar largas à imaginação. Não é preciso muito.
“WE LOVE FISH. SAVE THE OCEANS” é a mensagem que deixo, acompanhada de um tosco barco chamado Portugal. Curiosa, a sorridente e afável organizadora do evento vem falar com o promissor artista. Surpresa com a nossa proveniência, recorda a “bela, mas efémera” passagem pelo nosso país.
Wellington é uma cidade que se vê bem em um dia. Não nos demoramos mais….

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?