Foi você que pediu… um carro à borla?

Nova Zelândia Oceania

285 ou 58 dólares. Essa era a escolha. Ambas para um carro classe C.
Quando uma tentadora terceira proposta me é apresentada, sorrio interiormente e vou chamar o Zé Luís. Rapidamente fechámos negócio.
“Não estão interessados em levar um carro em somente dois dias para Auckland? Apenas pagam seguro, se assim desejarem. E quilómetros em excesso”, dissera-me a menina da rent-a-car. Na Nova Zelândia é normal os turistas alugarem um carro num ponto e deixa-lo noutro, pelo que as rent-a-car precisam de ilustres “voluntários” que os levem de regresso. Principalmente, quando a rota mais comum é a contrária.
Temos precisamente dois dias e o aeroporto de Auckland é exatamente o nosso destino. Não chego a esboçar ar de dúvida. Adiantámos logo serviço e fica combinado levantarmos a viatura “surpresa” ao romper da aurora.
Na manhã seguinte já rumávamos a norte ao som de um moderno Toyota Corolla, com apenas 4.987 quilómetros. Estes neozelandeses são mesmo crédulos… 🙂
Em pouco tempo, constatámos o que já sabíamos: já tínhamos saudades da ilha sul. Por tudo. Aqui, a norte, há o triplo da população. Isso significa mais carros na estrada (onde param as autoestradas? SCUT??), casas a pintar a paisagem e…. PESSOAS!!
Três crateras de vulcões, quentes regatos termais (inexplorados pelo comércio) frequentados por meia dúzia de conhecedores, géisers e muito verde manteve-nos o sorriso e moral até Rotorua, a “capital” Maori..

 

PS: Um ano depois, três multas chegam a Portugal…

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?