Gold Coast

Austrália Oceania

Em 1933, a pacata Elston cansou-se do nome. Tinha praias fantásticas, uma beleza natural ímpar, mas naquele tempo nenhum turista viajaria centenas de quilómetros em condições difíceis só para visitar a zona.
As suas espevitadas gentes juntaram-se e aprovaram a mudança de nome. Elston passou à história e assim nasceu Surfers Paradise. Bem mais sugestivo, certo?
O nome não podia ter sido melhor escolhido. Hoje em dia, grandes nomes do surf mundial preparam as suas habilidades nestas águas, agora apinhadas de turistas. Demasiados, na verdade.
Esta mudança de nome acabou por atrair cada vez mais pessoas e foi assim que as pacatas povoações vizinhas também conquistaram um lugar no imparável “desenvolvimento”.
Hoje em dia a Gold Coast é formada por um conjunto de cidades ao longo de cerca de 50 quilómetros de costa. Só em 1962 surgiu o primeiro prédio, mas agora Surfers Paradise já praticamente não tem casas térreas.
Consta que barões da droga australianos, criminosos japoneses e mafiosos russos, entre outros, vivem em aparatosas mansões por estas paragens. Por isso, sei que bater com o carro num Mercedes, BMW ou Porche de alta cilindrada pode ser perigoso. Melhor não discutir quando se trata de um carro de luxo. Apenas arriscaríamos a sair do carro se fosse uma das várias estrelas da sociedade australiana que optou por ter um retiro neste animado e belo cantinho do país.
Foi aqui que o avião nos trouxe, para repouso ativo de uns dias..

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?