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UGANDA

África Uganda

Em 1908, Churchil definiu-o como o país com maior potencial em África. Onde o dinheiro durava mais. As coisas mudaram um pouco…Cercado por Ruanda, Congo, Sudão do sul, Quénia e Lago Vitoria, é país independente (também) desde 1962. Neste caso, do Reino Unido. A sucessão de forcadas alterações do poder politico – amiúde com violência extrema e despropositada sobre as populações – tiveram efeitos nefastos no pais. A pobreza generalizada é reflexo e também consequência disso. Kampala será das capitais menos interessantes do Mundo. Das muitas que conheço, no Top 3 negativo. lá iremos…Tem turismo de luxo com a visita aos gorilas, o idílico lago Bunyonyi e Jinja, a meca do rafting em África. São estes e algumas quedas de água os principais pontos de interesse do país de uns 25 milhões de habitantes, maioritariamente católicos e 4/5 a viver da agricultura.A UNESCO declarou os túmulos dos Reis do Buganda, em Kampala, Património da Humanidade.Em 1971, Idi Amin acabou com disputas de poder com uma ditadura sanguinária durante quase uma década. Promoveu o assassinato de cerca de 300.000 compatriotas. Dizia-se que comia os inimigos assassinados. Em 1979 deposto por exército rebelde apoiado pela Tanzânia.A instabilidade politica continuou, prosseguiram graves violações dos direitos humanos e o país foi sendo destruído progressivamente.Em 1986 Museveni pôs termo aos abusos aos direitos humanos, iniciou uma política de liberalização e de liberdade de imprensa e estabeleceu acordos com  Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e com vários países. Reeleito democraticamente uma década depois, com 75 por cento dos votos. Houve tempo para evoluir em todos os sentidos? SIM. Foi o que aconteceu? Bom, há semanas o parlamento propôs a pena de morte para homossexuais… O presidente ficou de analisar….

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?