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Yin e Bahir Dar… Genuína

África Etiópia

Ghion é hostel junto ao lago Tana. Os seus jardins elogiados. Tal como o seu restaurante. Não hesito.”Lamento, mas estamos cheios. Esse grupo ficou com todas as nossas vagas”, diz-me o recepcionista. Não contava com este soco. O lugar cativou-me logo. Convida-me a descansar. E guarda-me a mochila.  O grupo organizado de empresa de viagens aventura inglesa é multicultural. Austrália, Canadá, Estados Unidos, Ingleses e Irlandeses. Há de tudo, em termos anglo-saxónicos. Menos Yin, chinesa negociadora de arte que vive em Londres.É quem mete conversa comigo e me desafia para almoçar. Juntamente com a amiga Melanie, da BBC. Acedo, pois afinal sobra um quarto. O 19 será para mim. YYYYEESSS!!Exploramos a marginal, mas é em esplanada no primeiro andar, na avenida principal, que veremos saciada a nossa exigente fome e onde provaremos dos melhores sumos naturais e ficaremos fãs da sopa de peixe.Melanie vai descansar e Yin acompanha-me ao mercado. Tira fotos do grande tablet com lata invulgar. E o seu ar exótico cria burburinho. É decidida. E está com vontade de sair da sua zona de conforto. Cedo percebe que está com a companhia ideal.Fim de tarde a apreciar aves exóticas no jardim e prescinde novamente do seu grupo, para me acompanhar. Sairemos do ‘mapa’ e descobrimos lugares e gente deliciosa. Vamos provar chá a um boteco com  música. Não tarda, estamos a dançar. A aprender – a tentar, pelo menos – a invulgar e difícil coreografia local. Os ombros e cabeça brilham em corpo que balança entre o firme e o melodioso.Há milhares nas ruas após o pôr-do-sol. Muitas lojas abertas. Imensa gente a querer falar. Jantaremos com música e dança e caminharemos por becos que deixam Yin entre o verdadeiramente assustada e o razoavelmente excitada, pela ‘aventura’. Na verdade, sem perigo iminente ou problemas prováveis. Mas está habituada a outros cenários. Bem mais pomposos e sedosos.
Na manhã seguinte, Melanie fala-me do entusiasmo de Yin. E que já tem planos para ‘nós’ para esse dia. Pois, mas um ‘acidente’ precisa de dois. E em breve teria das maiores surpresas e recompensas desta longa jornada… Yin precisaria de plano B..

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?