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Voo asiático

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Isto não começa bem. Ainda não entramos no avião e já há uma “baixa”. O grupo acaba de ser desfalcado. Marília descomprimiu… E a sua máquina fotográfica sumiu. Rima que ela não gostava de entoar. A ‘menina’ tinha apenas 48 horas… “Ainda estava a tratar das definições”, lamenta a economista radical.O aeroporto de Santiago foi renovado e está um luxo. Só lhe falta movimento. Imprevista era a escala em Bilbao. Não me queixo. Paisagens entusiasmantes em tribuna privilegiada. São assim os lugares à janela. O voo é reforçado por contingente japonês. Cinco vividas almas. Escultora. Especialista em arte contemporânea. Dois arquitetos e um exportador de têxteis. Metade já reformados. Oferecem rebuçados e origamis, incluindo o pássaro da sorte. Dá jeito. Não temos essa arte – nem papel – pelo que apenas respondemos com rebuçados portugueses. Melhor do que nada. Muito afáveis. E temperamento bondoso e inocente. Conheciam bem Portugal. “Lisboa, Sintra, Coimbra, Porto, Guimarães…”, atira um deles. E continua com Fado, Amália, comida… E palavras japonesas de origem portuguesa. Pão, obrigado, tempura, sabão… Entre outras que me deixam mais (infundadas) dúvidas. Trocam-se contactos e promessas de visita… O vinho a bordo é bom, mas o cheff brilhou mesmo foi com um preparado de frango, tomate, beringela, basmati… Confesso, a gula já agradecia. Literalmente, juntou-se a fome com a vontade de comer. Adoro rever os Alpes franceses/italianos, a transição para o Adriático, as múltiplas ilhas croatas, os Alpes julianos… Até que a imensidão de luzes anuncia o nosso destino. Como é bom voltar a Istambul….

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?