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Odisseia rumo a Tbilisi

Geórgia Médio Oriente Turquia

Não sei ao certo quantas horas para chegar ao aeroporto de Sabiha, pelo que melhor não arriscar. Iniciamos regresso com margem de cinco horas. Experimentar subir no funicular dá bom jeito. Rapidinho, estamos no hotel. Onde um turco logo faz jus à sua condição. A todo o custo, tenta humildemente ajudar-nos a evitar perder o voo. Procura pressionar. Com informação que sei ser incorreta. Já nos quer arranjar dois táxis. Um preço estupidamente urgente. Preocupação e empenho a roçar o comovente. Quase…Serena e veementemente descartado,  novamente funicular. No fim da rápida descida, a 200 metros entramos no barco, que parece só esperar por nós para partir.Apreciamos as vistas. O empregado do bar é artista. Depois de confirmar, três vezes, que as suas ofertas GRATUITAS são, efetivamente, sem custos, espera que chá e sanduíches estejam a meio para os vir cobrar. Subitamente, já só entende turco. A Ana dá-lhe descompostura – tanto em inglês como em refinado português -, apreciamos as vistas e rapidamente estamos em Kadikoy, do lado asiático.Pergunto a funcionário pelos transferes para o aeroporto, mas é inesperada diva que me conduz por incrédulos 50 metros até me deixar onde preciso. Sem dúvida, sorriso fantástico. Mereceu o singular agradecimento.É pousar as bagagens e partir. Combinado, não correria melhor. Apostar no sugerido táxi no hotel, ainda estaríamos encrencados na ponte. Missão completa cumprida em menos de duas horas. E por menos de cinco euros com funicular, barco e transfer. Prontíssimos. A Geórgia também. Espera-nos ao início da madrugada.  Voo atrasa uma hora e só chegaremos a casa da Marina as 02h30. Um ‘solar’ do século XIX com quartos etnicamente georgianos. Promete….

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?