IMPREVISTO EXPRESSO PARA MESTIA

Geórgia Médio Oriente

Kutaisi não cativa como imaginei. Dispensaremos dois mosteiros Património Mundial – veríamos outros, semelhantes – e embarcamos em simpática marshutka que nos leva ate perto da central de onde partem as suas primas rumo a Zugdidi. Daí, seguiremos para Mestia. 10 minutos chegam para fazer contactos no velho transporte e os passareiros locais explicam às nossas donzelas o caminho.Uma vez apeados, não chegamos a atravessar a rua. Sou logo abordado por cinquentão desdentado que não fala inglês. Acordamos um preço. Desenhado com o dedo no pó da furgoneta. Em um minuto temos “experiente” viatura de uns 20 lugares só para nós. E diretamente para Mestia. O custo compensa o tempo e o cansaço. Ainda queremos saborear hoje a rainha de Svaneti.Por norma, os acordos são selados e cobrados logo na bomba de gasolina. Assim, garantem imediatamente o dinheiro. “Para abastecer”, dizem, invariavelmente. E resolvem-se logo aí eventuais mal entendidos. Como nos sucedeu.Preço passa de 25 lari (10 euros/pessoa) para 25 dólares. Significativo. Ainda temos animada conversa autista, mas  não vou sacrificar o conforto ou moral do grupo. Fechamos em 20 e… Siga!A Geórgia deve ter um qualquer protocolo com a Índia. As vacas andam por todo o lado. E não se desviam. Senhoras do asfalto. O caminho já é bastante sinuoso e os condutores suficientemente loucos e irresponsáveis. Não carecíamos de ajuda suplementar. Tranquilamente…Quando entramos em Svaneti, a paisagem muda. A planície é substituída por alta montanha. Os verdes transfiguram-se e a paisagem ganha espetacularidade. O caminho é dramaticamente estimulante. Ainda não cheguei e sei que estas telas vão entrar para o restrito grupo das minhas preferências naturais do globo. Svaneti estará à altura….

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul e na Rússia ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?