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MESTIA, SVANETI

Geórgia Médio Oriente

Não é à toa que Svaneti é o lugar mais referenciado pelos georgianos aos turistas. E o mais procurado por estes. Um conjunto de aldeias muito rudimentares com singulares torres de vigia. Segurança e armazenamento de víveres. Também já chegou a altura dos animais se abrigarem nestas obras milenares e agraciadas com o título de Património Mundial da UNESCO, nomeadamente em Ushguli.Mestia é a aldeia mais evoluída. Tem três pequenos hotéis e meia dúzia de guest house’s. Em quatro anos terá um complexo de ski. É aproveitar, enquanto esta extraordinária natureza ainda está pouco explorada. O desenvolvimento poderá desvirtuar todo o seu imenso encanto.Há três restaurantes, supermercados rudimentares. Banco e câmbios. Tem polícia com edifício futurista, curiosamente com demasiadas…. Transparências. E alberga três museus. Significativo para um pequeno punhado de gente. Vemos uma loja de souvenirs. Posto de turismo. Em frente a agradável jardim central. E estátua de bronze com artilhado cavalo e seu senhor. Merece o estatuto da capital da região que parece engoli-la entre as montanhas.As casas são simples. Tal como a beleza dos seus agrestes jardins. Descuidada relva com espécie de trevos amarelos a dar-lhe vida singular. Vigiados por imponentes montanhas, com picos nevados superiores aos 4.000 metros. E, por vezes, por anéis de nuvens que harmoniosamente separam duas realidades: celestial e terrena.Os animais dominam este Mundo. Há espaço para todos. Cada um parece saber o seu papel. Da sua importância nesta existência à parte de tudo. As agrestes quatro/cinco horas da primeira (desinteressante) civilização permite-lhe esse estatuto. Esse ‘modo à parte’.Apenas apanhamos igrejas fechadas. Vemos três. Uma só protegida com cadeado. Há espaço para uma mão se esgueirar para o seu interior. Com uma maquina fotográfica. Flash e… O improviso vale a visita.A “chacha”, aguardente venerada pelos georgianos é vendida em garrafas. De Fanta. Coca-Cola.  O que estiver à mão. Faz-nos boa companhia.Poucos falam inglês. Há sempre um tradutor à distância de um telemóvel. Decidimos prolongar estada por uma noite. Aviso as ‘avozinhas’. Não entendem. Nem sequer quando recorro à infalível minha melhor mímica. Velhota liga, apreensiva. Ouve a conversa e depois a chamada é desligada., liga de novo a saber o resultado. Pela reação de ambas, forte alívio. Pensariam que estava a sugerir dormir com elas…..

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?