Em trânsito… VIP

Arménia Geórgia Médio Oriente

Voltaremos a Tbilisi. Com vontade, não só porque o voo de regresso é da capital da Geórgia. Esta cidade tem vida. Charme e estilo. Ainda teremos um derradeiro folego para nos despedirmos em condições da pérola do Cáucaso.
As mochilas estão feitas. As despedidas da Marília são de sorrisos. Sabe cuidar-se e já tem programa para o resto do dia. A hora está adiantada e é melhor seguirmos de táxi para o terminal de marshkutas.
São 15:30 e não vemos mais ninguém por aqui com vontade de viajar. Alguns veículos, nem sinal de clientela. Por estas paragens, as maiores tiradas são feitas ao raiar do dia. Teremos abusado na “displicência”. Bom, as férias são para isso mesmo, certo?
Basicamente, o nosso poder negocial poderá ter diminuído. Ou não. Sempre somos cinco… dependerá do meio de transporte. E da sorte que teima em acompanhar-nos.
Cinco minutos de acesa “discussão”. 30 GEL é o acordo. Uns 12 euros. Para 300 quilómetros em minibus rumo a Yerevan não está mau. Em marshkuta seria mais barato. Se ainda as houvesse a fazer esse caminho, ainda assim algo demorado. As burocracias na fronteira nunca ajudam.
Selado o preço, dizem-nos que em 15 minutos o nosso transporte nos apanha. Afinal, cinco minutos depois o cinquentão com quem faço negócio assobia e chama-me. A uns 100 metros de distância. Entendo o seu sinal e seguimos as suas indicações.
Há três táxis de luxo. Mandam-nos entrar. Hummm… a esmola é demasiado grande. E, como qualquer pobre, desconfiamos. Insisto no preço. E no destino final. Em inglês pouco claro. Diz-me que sim. Sossega-me. Tem pressão e insiste para entrarmos. Já vi este filme. Não estou preocupado.
Dois num táxi e três em outro. Os motoristas aparentemente não falam inglês. E temos de fazer já o pagamento. Não temos grande margem de manobra. E já reuni dados suficientes para me “proteger”, em caso de fraude. Na verdade, de pouco adiantarão. Apenas sossegarei o subconsciente. Não por mim, mas por aqueles por quem me obriguei e comprometi a tratar de tudinho nesta aventura.
Seguimos viagem?.

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?