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Enganadoras facilidades

Médio Oriente Nagorno-Karabakh

Estranhamente – ou talvez não – entraremos em Nagorno Karabakh sem deixar a Arménia. Para ser mais claro, não há um controlo fronteiriço a registar a saída do país. Porquê? A Arménia dá todos os sinais de assumir esta região como parte do seu território…
Objetivamente, existe apenas um controlo. O de entrada em Nagorno Karabakh. Ainda assim, nem por isso precisamos de visto. Tirando-o ou não em Yerevan, temos sempre de ir ao equivalente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, na capital Stepanakert, para validar a nossa entrada. É o que, simpaticamente, nos indicam. Assim sendo, mais vale apenas um “trabalho”.
Na prática, esta é das fronteiras mais simples de cruzar. Quando sairmos do país, será mais surrealista. Na humildade…
Temos umas dezenas de quilómetros até Stepanakert, não sem antes explorarmos Shushi. A histórica capital já foi um dos ex-libris do Cáucaso. Teria mais para ver, porém a guerra deixou fortes cicatrizes. Sobram ruínas. É uma sombra do que foi. Ainda assim, tem uma catedral vistosa. Muito visitada e admirada. Tal como o país, parece recuperar. Em preguiçosa camara lenta…
Vamos encontrando tanques de guerra transformados em estátuas. Em ícones que não permitem à memória vacilar. E educam as novas gerações. Vamos conduzindo e observando o que nos reserva o “país”…
Não chegamos a parar no hostel que procuramos em Stepanakert. A zona não inspira a confiança desejada e optamos por hotel central. À segunda, a opção ideal. “À patrão”. Apartamento com amplos quartos, wc e uma sala.
Já podemos ir à aventura….

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?