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E eis que chega o… FIM

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Sei que mal chego a deitar-me. Quando o despertador cumpre a sua missão, ainda estou “atarantado”. E, acreditem, quando habitualmente toca, estou em pé em menos de cinco segundos. Contados.
Afinal, o primeiro metro só começa a circular em quase meia hora. E demora quase o dobro do tempo a chegar ao Ataturk. Dedo em riste e o taxi logo nos acode. Sem sair do assento, o experiente motorista. Dá trabalho acomodar a bagageira com as nossas tralhas.
Quer negociar preço fixo e dá-nos um valor, mas exijo-lhe taxímetro. Não gosta da ideia. Paciência. Arranca… na direção contrária ao aeroporto. Pouco depois, chamo-lhe a atenção para o facto. Diz-me que pensava que era para o Sabiha Gökçen, na parte asiática. Se fosse esse, o valor pedido teria sido bem diferente. Enfim…
Ninguém vai com boa cara e a separação é fria. O cenário aquece logo na longa fila para entrar no aeroporto. Primeira barreira de segurança. Ultrapassado este obstáculo, tudo mais agilizado.
No ar há quem beba vinho ao pequeno-almoço. Afinal, ovos mexidos precisam de combustível para cair bem. Não conseguiria, confesso.
Todo o novo aeroporto de Santiago de Compostela é nosso. Não há mais nenhum avião a aterrar nas próximas horas. Nem o fez antes. É domingo. Não é normal.
O bus leva-nos ao centro sem pestanejar. Enganamo-nos na saída. Corremos e regressamos ao seu interior. Afinal, é na próxima. Esqueci dizer que chove copiosamente?
O Pedro apanha-nos, de carro. E vamos buscar o da Ana, que está na sua garagem. Pegamos nos sacos-cama que ficaram em casa do meu amigo de longa data e deixamos tudo pronto para partir. Só após irmos comer umas tapas, claro está.
Polvo, calamares, mexilhões, tortilha, croquetes e queijo. Bom pão e vinho a condizer. Que mais se pode pedir neste regresso aos sabores tradicionais?
O retorno tem uma pequena maldade. Há uma máquina fotográfica esquecida no início da viagem e que agora é recuperada. Para que o seu dono não esqueça, tiramos centenas de fotos sem tino. E vídeos de igual calibre. Paramos apenas para meter gasolina em Tui, antes de entrar em Portugal. Longaaaaa fila de viaturas lusas.
Isabel é deixada em casa. Depois, eu e Zé Luís. A Ana seguirá sem companhia nos dois últimos quilómetros. Palmilhamos os derradeiros metros… Já vos disse que este grupo foi fantástico?
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Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?