Praia em S. Petersburgo?‏!?

Europa Rússia

Bill Sorridente recorda-se de ter ido à praia em S. Petersburgo. Que não seria grande coisa, mas era interessante. Tinha uns bares e restaurantes. Ao que se lembrava dos idos anos 90, valia uma visitinha. Um olhar para o Golfo da Finlândia não nos fará muito mal. Sem hesitar, avançamos pela soalheira manhã.
Entramos na central e principal avenida, a Nevsky Prospekt, rumo a Primorskaya, o fim da linha verde. Seguindo pelo mapa, há um canal rumo ao mar. Agora, é a caminhar. Impossível perder-nos.
O canal tem águas paradas. A poluição é óbvia. E a níveis preocupantes. E?? Tem umas margens oblíquas em amostra de relva, onde várias pessoas cometem a proeza de se deitar. Banhos de sol em lugar impensável.
Andamos até onde é possível. E perguntamos, novamente, onde é a praia. E se é boa. Dois assertivos “sim” não dão que enganar. Viramos à esquerda, em ampla avenida de várias faixas de rodagem para cada lado, e depois à direita. O mar está perto. E vemos ampla infraestrutura ao fundo. Pelo caminho, velhos edifícios da era soviética. Com portões quase “blindados”. Menos à ferrugem. Muita gente nestes metros quadrados.
Sob sol que esmaga, avançamos. Cada vez mais duvidosos do êxito da missão. Temos uns baldios com “lagos” improvisados. Verdadeiros aterros. E gente de toalha a fazer a tal “praia muito boa”. Entre estes aterros e o Golfo, o novo porto marítimo. O tal amplo complexo.
Já ninguém quer saber de praia ou do mar. Regresso urgente ao centro. Summer in the City é o projeto onde almoçaremos. Não estamos vestidos à altura da sofisticação do lugar – nem sequer podemos impressionar as donzelas, escolhidas e vestidas a dedo, que aqui trabalham – mas sabemos reconhecer quando o requinte se alia à boa qualidade da comida. Depois de início de dia em falso, ponto para nós.
O café… será no Singer. Já lá iremos….

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul e na Rússia ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?