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Museu egípcio da antiguidade

Egito Médio Oriente

Poucos lugares no Mundo têm este legado. A maior, mais rara e fantástica coleção de artefactos antigos egípcios. 120 mil peças que representam um período de 3.000 anos. Um minuto por artefacto e estaríamos nove meses, ininterruptos, a espantar-nos. É com todo o entusiasmo que avançámos. Preparados para ser surpreendidos. E somos. Pela imensidão de artefactos de soberbo interesse e valor histórico… E pelo facto de, muitos deles, estarem abandonados em lugares discretos e sombrios. Há zonas em obras e catalogação. Reina inesperada confusão.  Parece ninguém se entender. Veremos outros museus… Com outra apresentação. Não param de aqui chegar peças – os ‘salteadores da arca perdida’ continuam a proliferar por todo o país, em sucessivas novas descobertas – e o quinto edifício na história a albergar este museu promete ceder. Está a abarrotar de pecas… Que deviam estar melhor apresentadas. Para o bem comum. Diz-se  que o museu mudará para a zona das pirâmides. Do outro lado do rio. Em Gize.A maior curiosidade reside na máscara de Tutankhamon. Inevitável. Aquela em  ouro sólido e lápis lazúli. Querem adivinhar? Em sala fechada para obras. Pelos vistos, sem plano B. Poucas vezes custa tanto levar com a porta na cara. Com inesperada violência. Como ir ao Vaticano e não ver…
Afogo as mágoas nas múmias. Uma pequena sala à parte. Surpreendentemente, com bilhete mais caro do que para o resto do museu. Impressionante, o resultado. Ramses II é um “senhor”. Reinou por longo tempo e mantém perfil e postura altivos. Um estado de conservação surrealista. Resiste ao tempo. Será assim pela eternidade….

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?