Tags:

Nova SHUANG LANG

Ásia China

Está do outro lado do lago Erhai. Bem mais turística do que imaginava, esta aldeia histórica. Zero ocidentais. Apenas inúmeros chineses. Como em outros lugares, o circo do comércio parece convencer mais do que os belíssimos edifícios históricos. O carro tem de ficar a alguma distância do burburinho. Não há estacionamento, caminharemos com a vista sobranceira sobre o lago.
Começamos com vendedores de tudo. Há espetadas de peixe e de camarão que cativam o odor. E omeletes de marisco ainda com casca. Há grupos étnicos de mulheres a preparar comida. Como que uma linha de montagem industrial ao ar livre. Saciar o apetite nunca é problema, na China. E com apreciável qualidade.
Há o som de instrumento de sopro junto a entrada para templo. Dá-lhe misticismo. Que desaba quando o espaço está apinhado de homens a jogar. Cartas e majong. A única mulher, que lhes serve bebidas e tabaco de intenso odor, apenas se preocupa com a máquina de fotografar. Incomodo-a cada vez que disparo. E não gosta de sentir outras fêmeas por perto…
Afinal, o, almoço não pode esperar. O calor torna esplanada sob frondosas árvores o lugar mais apetecido da cidade. E há uma mesa a chamar por nós. Teremos camarão frito com legumes, com casca para comer também, há frango com batatas e legumes. E um misto de vegetais. Uma sopa de tamanho industrial em que se destacam grandes pedaços de tofu a dançar entre mais legumes. Arroz e o inevitável chá verde. Queremos o melhor do Mundo. Tudo testemunhado por enorme borboleta de linhas “desportivas” e cores majestosas. Ciranda à nossa volta como que presa a um feitiço.
Vencemos a preguiça e inércia e voltamos ao caminho. A porta de entrada da cidade velha adensa  a presença de edifícios históricos. E comércio mais… Qualificado. Artesanato. Jóias. Decoração.
Há barcos para uma ilha mais seletiva. Saem junto a uma pequena ‘riviera’, com música ao vivo. As ‘selfies’ mais do que bem enraizadas na China. Observar o fenómeno chega a ser interessante passatempo…
.

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul e na Rússia ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?