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LIJIANG ROCKS

Ásia China

Nada mudou desde 2008. A cidade continua com um ritmo noturno apreciável. Os chineses não são tímidos a beber. E isso ajuda na ‘libertação da expressão física’, com efeitos visíveis na pista de dança. Uma delícia para qualquer bom observador. Tomar um copo e apreciar o ambiente pode ser exercício memorável. Sobra simpatia e espírito festivo.
Os bares e discotecas sucedem-se e competem entre si nos neons e decibéis. Karaoke também disponível. E música ao vivo. Há soluções para todos os gostos. Qualidade e singularidade. Tentam cativar-nos em cada bar e discoteca. Não será na zona mais ativa e dinâmica que nos apanharão. Será num bar a média luz com música ao vivo em que os executantes vão alternando, tal como o tipo de música.
Ao nosso lado, três casais. Um deles com um filho de uns cinco anos. Deixam-no fazer todo o tipo de asneiras e travessuras. Até que esbofeteia o pai com  respeitável violência. Acabou-se a festa. Para o miúdo, que há várias horas devia estar a dormir.
O baterista abandona o palco improvisado. Serve umas bebidas. Detém-se em mesa feminina. Umas 10 jovens em histérica êxtase. Entusiasma-se com os gritinhos e sobe para a mesa. Toca viola. Afasta copos com os pés e berra de tal forma que quase se sobrepõe aos colegas que estão a atuar.
Muita gente nos cumprimenta e sorri. Perguntam-nos de onde somos. Uma particularidade: cada mesa vazia tem 10 cervejas (nao as bebem frias, claro) e no fim é só fazer as contas às que sobram na hora de pagar. Com a tentação já na mesa, beber sem controlo é muito mais fácil….

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?