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Paraíso natural

Ásia Birmânia

Ana e Maria captam a atenção de crianças. Elogiam repetidamente a sua beleza e querem fotos. Também sorriem para mim e Daniel, mas as mulheres portuguesas levam-nos clara vantagem nas solicitações. Acredito que a tenra idade – regra geral, não têm mais de 10-11 anos – é decisiva nesta esmagadora derrota do orgulho masculino.
O trânsito de Yangon é mesmo impossível. Sorte que Kandawgyi não está longe. Em 15 minutos de sol tórrido, a caminho dos 40º, entramos num outro Mundo: trânsito, ruído, fumo, caos e gente sem fim ficam à porta. Temos bilhete (não chega a dois euros) para o paraíso, no coração da antiga capital birmanesa. Água e verde luxuriante sob um imenso céu azul. O melhor lugar para relaxar.
O “Lago Real” é um dos dois grandes espaços de água de Yangon, neste caso, artificial. A sua água vem do outro, maior, o Lago Inya, em condutas. Durante o período colonial inglês, a ideia era providenciar água potável para abastecer a cidade.
Contorná-lo obriga a uns oito quilómetros. Teremos cumprido pouco mais de metade. Não por falta de interesse – bem pelo contrário! Tem um dengoso hotel de luxo (Kandawgyi Palace), integra um parque natural e jardins com animais.
O que mais se destaca na paisagem? O famoso Karaweik. O que é? Uma réplica de uma gigantesca embarcação real birmanesa, datada de 1972. Atualmente, é um restaurante com permanentes espetáculos musicais e de dança.
De uma ponta à outra, caminhamos em “ponte” de madeira, que vai ziguezagueando pelas tranquilas águas verdes, repletas de nenúfares.
Este é um ótimo passeio para o final da tarde… mas também o ideal para fugir ao intenso calor que se faz sentir à hora de almoço. Atracaremos num dos vários restaurantes perto do barco, com esplanada e vista soberba para o lago.
Deixamos o tempo correr ao sabor de sumos naturais e o palato experiencia, pela primeira vez em semanas, sabores Europeus. No meu caso, em forma de “seafood pasta”.
O dia escorre. Não, não estou minimamente preocupado em ir atrás dele….

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul e na Rússia ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?