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Ruby e… portuguesas

Ásia Birmânia

Conheci Ruby há uns anos em Roma, em trabalho. Tudo porque a organização de determinada competição se esqueceu, literalmente, do transporte para o aeroporto das seleções de Portugal, Macau e Canadá. Um par de anos depois, em 2013, foi aqui, perto das Cataratas do Niagara, que visitei diariamente, que reencontrei a minha nova amiga macaense, polícia de profissão.
Ruby acompanha, ao longe, o destino errático que tenho dado às minhas viagens. Assídua do www.bornfreee.com já tinha ameaçado juntar-se a uma aventura. À primeira oportunidade, cumpriu com a promessa.
Macau a Hong Kong de barco, seguida de avião para Yangon e depois Mandalay, culminando a jornada com boas horas de carro rumo a Bagan. Exausta. Está na receção do hotel, à nossa espera. Aguarda-nos há duas horas, pois não lhe permitem fazer o check-in sem o autor da reserva (eu) estar presente.
Distribuímos os quartos, apreciamos os jardins, bar e piscina e vamos jantar. Andaremos uns 100 metros até ao “Litle taste of Bagan”. Onde Arne, o nosso novo amigo alemão, se juntaria, após encontrar estadia, mais em conta do que a nossa.
Estamos na parte velha de Bagan. No que restou da destruição pelo terramoto. As ruas são em terra batida. As estadias não abundam, nesta zona. Foram quase todas transferidas apara a “new Bagan” que, no fundo, de novo nada tem. É o mesmo cenário, mas foi onde boa parte da população se concentrou após os maus humores do planeta.
Arrisco mudar a dieta e neste restaurante multicultural não resisto a uma pizza. Afinal, vem só uma amostra. Dá para duas dentadinhas e não mais. Custa uma exorbitância, para os padrões do país. Um sinal divino para me limitar aos prazeres locais?
Na caminhada para espairecer, duas bicicletas e uma frase em português. Logo riposto, em tom audível. Duas amigas de Lisboa. Em êxtase com a sua experiência na Birmânia. Sabemos que não somos os únicos….

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul e na Rússia ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?