Ponta Delgada é… ARTE

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Não há invisual cultural que passe ao lado da arte urbana que perfuma as ruas de Ponta Delgada. Vhils não é o único criador a ter passado por estas paragens. Várias dezenas de artistas nacionais e estrangeiros já deixaram a sua marca em edifícios em mau estado de conservação, em paredes de moradias de bairros sociais ou em espaços de maior visibilidade pública da mais emblemática cidade açoriana.
Ponta Delgada transformou-se num museu ao ar livre, global, numa verdadeira cruzada contra as pareces brancas e a mudez e conformismo de um povo.
Qualquer que seja a interpretação, as pessoas são confrontadas com mensagens, imagens, conceitos de ética… Quem não vai ao museu, tropeça nele no espaço público, em versão intervenção social.
O festival de arte pública Walk&Talk, que começou em 2011, tem sido o grande motor desta transformação. Este ano, serão mais de 60 artistas, de diversas nacionalidades, a prosseguir com esta demanda cultural.
Atualmente, são umas 80 obras inéditas, entre murais e instalações artísticas: a partir de 17 de julho, Alexandre Farto, o ‘tal’ Vhils, volta à ilha, contribuindo novamente para lhe dar outra dimensão.
Brad Downey (EUA), Never 2015 e Filippo Minelli (Itália), Elian Chali e Pastel (Argentina) são outros artistas que até 01 de agosto vão deixar o seu legado no arquipélago.
Já vos falei das oito residências artísticas dedicadas à dança contemporânea, ao artesanato, arquitetura e fotografia, entre outras áreas?
No âmbito do festival, haverá ainda projeção de filmes, ‘workshops’, exposições, ‘perfomances’, visitas guiadas às obras que formam o circuito do Walk&Talk e um serviço educativo que envolverá as escolas da ilha de São Miguel e alunos da Universidade dos Açores.
Querem MESMO obrigar-me a voltar, certo??.

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul e na Rússia ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?