Encerramento vibrante a seduzir o Mundo para os Jogos Olímpicos

Azerbaijão Médio Oriente

Um vibrante espetáculo de ritmo, cor e tecnologia marcou a cerimónia de encerramento dos I Jogos Europeus, com Baku e o Azerbaijão a querem mostrar ao mundo que estão preparados para receber os Jogos Olímpicos.
O regime de Ilham Aliev, a quem a oposição acusa de atentar contra direitos humanos e liberdade, fez uma grande operação de charme, colocando o Azerbaijão na rota da modernidade e dos grandes acontecimentos, à imagem do que tem sido a promoção internacional de Baku, palco de cada vez mais eventos à escala global, em diversas áreas da sociedade.
Mehriban Aliyeva, a primeira-dama do país e máxima responsável pela organização dos Jogos, aproveitou o momento para um discurso que procurou ser tão sedutor e eficaz para o exterior, como para os seus compatriotas – desdobrou-se num discurso em duas línguas, com tradução simultânea nos ecrãs gigantes.
Enquanto mostrou ao Mundo a capacidade, entusiasmo e compromisso de um país acolhedor e moderno, cada vez mais empenhado em receber grandes eventos e investimentos, ensaiou um discurso de extremo elogio ao país e seus habitantes, não esquecendo os milhares de voluntários.“Permitiram uns Jogos Europeus que perdurarão na história do Azerbaijão e serão contados de geração em geração”, vincou.
O presidente dos Comités Olímpicos Europeus, Patrick Hickey, desfaz-se em louvores ao país e organização: com a desistência da Holanda para 2019, luta contra o tempo para uma solução que não deixe ‘morrer’ o evento multidesportivo que, desta vez, reuniu 20 desportos, 16 deles olímpicos.
A juventude do Azerbaijão é o futuro e foi este setor o mais cativado na noite de hoje, com um espetáculo em muito pensado para si, nomeadamente quando a tecnologia tornou inesquecível a performance de um dançarino cuja energia provoca uma luz que vai sendo transferida para outros, contagiando e entusiasmando todo o colorido cenA juventude do Azerbaijão é o futuro e foi este setor o mais cativado na noite de hoje, com um espetáculo em muito pensado para si, nomeadamente quando a tecnologia tornou inesquecível a performance de um dançarino cuja energia provoca uma luz que vai sendo transferida para outros, contagiando e entusiasmando todo o colorido cenário.
Efeitos LED ajudaram a criar graficamente a árvore que serve de imagem aos Jogos Europeus de Baku e a música toca a ritmos e decibéis que impedem as gerações mais novas de se manterem presas à cadeira.
Boa parte dos 6.000 competidores que desde 12 de junho disputaram as medalhas teve, finalmente, o seu momento de descompressão momentâneo, uma vez que, para muitos, o apuramento olímpico é este ano.
Telma Monteiro, a judoca que conquistou o ouro na categoria de -57 kg, foi quem transportou a bandeira do orgulho português, consubstanciado em 10 medalhas, um pecúlio além das expetativas iniciais da Missão liderada por José Garcia.Na parte dos concertos, com DJ Gareth Emery, os Clean Bandit e John Newman – Lady Gaga esteve na abertura – os milhares de desportistas saltaram para o relvado (completamente coberto) e tornaram-no a sua discoteca.
A cerimónia de encerramento foi bem menos institucional do que a de abertura – seguramente mais cultural, tradicional e ‘séria’ -, mas mais sonora, psicadélica e festiva: o júbilo promete não ter fim.
O Azerbaijão tentou ser anfitrião dos Jogos Olímpicos de 2016 e 2020, mas nem chegou a ser aceite como candidato. Hoje, depois de semanas em que foi corrigindo erros, nem sempre de sua responsabilidade, procurou marcar mais pontos junto da comunidade desportiva internacional.

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Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?