Nariz persa

Irão Médio Oriente

Em algumas culturas dizem que é sinónimo de atitude. Noutras, vincado traço de identidade. Uns lamentam os alegados estragos estéticos que provocam. Em todo o lado, podemos encontrar de diversos feitios. Aqui, no Irão, reconhecemos que, regra geral, são… proeminentes. Sim, falamos do nariz. De traço, persa.
O chador não tapa tudo. Pelo contrário, destaca ainda mais as…virtudes femininas. Ou que se lhe opõe.
Em Teerão é bem frequente encontrar narizes…”ajustados”. Proeminências sujeitas a orgulhosas plásticas. Em fase de cura final. E não pensem que são apenas as mulheres que recorrem ao bisturi.
Exclusivamente feminino são mesmo as sobrancelhas. Regra geral, muito trabalho (algum dinheiro) e um efeito claramente… dececionante. O mais anti-natural e inestético que se possa imaginar. A arte persa não faz escola nesta, nada natural e certamente pouco bela, criatividade. E fico-me por aqui, desnecessário ser mauzinho. Que estas modas não peguem em Portugal…  .

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?