O mítico Bazar de Isfahan

Irão Médio Oriente

Que dores de cabeça… Tantos artigos fantásticos e quão imensa é a vontade de os trazer TODOS para Portugal. O Mundo Persa na mais bela a cativante expressão artística. Tudo salpicado por milhares de pequenas lojas, num arco de cerca de dois quilómetros que liga as cidades velha e nova.
A praça Naqsh-e Jahan (“A imagem do Mundo”, também conhecida por ‘Iman Square’) é abraçada por um dos mais envolventes bazares do Médio Oriente. Em conjunto, estas heranças Património Mundial da UNESCO ajudam a que Isfahan seja uma das mais belas cidades da região, provavelmente a mais cativante de todo o Irão.
Um destino com ruas arborizadas e limpas, míticas pontes decoradas, praças imensas e belas, arquitetura singular a juntar à simpatia e sorrisos ímpares dos iranianos: um cocktail inebriante que traduz séculos de esplendor da que foi capital do império Persa e que viveu o seu momento mais glorioso durante o século XVI, durante a poderosa dinastia dos Safavid, que atraiu trabalhadores da Turquia, China, Índia, Geórgia e Arménia.
Voltando ao bazar, que aqui nos traz, este justifica o epíteto de um dos mais estimulantes do país, a par do de Shiraz, que surgirá, igualmente, no nosso caminho. Artesanato diversificado e riquíssimo, com destaque para as peças em metal e porcelana, típicos da cidade.
São quilómetros de lojas, sempre unidas por áreas temáticas, sendo que as que contornam a praça são as mais turísticas. Todo este complexo emana uma energia singular, até porque fazem parte da vida quotidiana dos locais, que usufruem do seu carisma. No comércio, religião ou simples ócio. E como é transcendente apreciar famílias inteiras em relaxados piqueniques na relva ao final da tarde…
Dizem-nos que os primórdios deste bazar remontam ao século XI, ou seja, 1.000 anos. Na altura, ainda sem as arcadas que embelezam a praça (datam de há 400 anos) e alguns dos quilómetros de artérias concentrados na parte norte da praça. Este é um dos bazares mais bem preservados do mundo islâmico antes do século XX. E como é bom estar nesta história… .

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul e na Rússia ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?