AVIAÇÃO: Turkish ‘afunda-se’: ‘Yelds’ ou purga?

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A companhia de aviação Turkish Airlines assumiu hoje um prejuízo líquido a rondar os 572,5 milhões de euros no primeiro semestre de 2016. Este valor contrasta fortemente com o lucro de cerca de 350 milhões de euros no período homólogo de 2015.
Os motivos e dados revelados são muitos. Fala-se em quebras de receitas de passagens de 3,7%. Referem-se os 15,5% na receita unitária e 11,6% no ‘yeld’, preço médio passo pelos passageiros por quilómetro voado. Ao mesmo tempo, revelam um crescimento do número de passageiros de 5%, de 28,5 milhões para 30,1 milhões.
Paralelamente, a Turkish assume que os ataques terroristas na Turquia e na Europa, gerando decréscimo da procura (mas o número de passageiros não aumentou significativamente?), “também pressionaram os yields”. Nada de referências à instabilidade social e política no país, que todo o mundo tem assistido diariamente na TV.
BORNFREEE sempre teve a Turkish como uma das companhias preferidas. A empresa também não passou incólume no crivo da purga imensa que varreu a Turquia após a suposta tentativa de golpe de estado.
Em poucos dias, foram detidas mais de 18.000 pessoas e mais de 50.000 trabalhadores foram demitidos. Forças armadas, justiça, educação e imprensa foram alguns dos setores mais atacados. E todo o Mundo viu esses erros, que o governo, muito timidamente, já começou a admitir poder eventualmente ter cometido. Mas em apenas “alguns casos”.
Os fortes problemas da Turkish são mais amplos ou resumem-se mesmo aos ‘yelds’?

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?

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