Mundial2018: Portugal estreia-se na Rússia ‘tropical’

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Europa Rússia

Sochi é uma espécie de ‘Algarve’ russo…

O duelo de sexta-feira da seleção com a Espanha no campeonato do Mundo de futebol será sob o ‘sol’ (na verdade, o desafio é às 21:00 locais, 19:00 em Lisboa) de Sochi, a grande estância balnear russa no Mar Negro.

A ‘capital de verão’ do maior país do Mundo é uma das cidades mais multiculturais da Rússia, ou não albergasse mais de 100 grupos étnicos.

Se os autóctones são cerca de dois terços da população, a sociedade deste resort no Mar Negro tem importantes comunidades de arménios, ucranianos, georgianos, gregos, bielorrussos, tártaros e judeus.

Sochi passou a ser conhecida internacionalmente quando em 2007 lhe foram atribuídos os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno, que organizou em 2014.

O evento mudou por completo a ‘Pérola do Mar Negro’, renovada e dotada de um conjunto de infraestruturas que a vocacionaram ainda mais para o turismo e a modernidade.

A ‘Riviera Russa’ estende-se ao longo de 140 quilómetros de costa – dizem os locais, por isso, que Sochi é a mais longa urbe da Europa –, tem vista para as imponentes montanhas do Cáucaso e popularizou-se essencialmente como a escolha turística predileta dos compatriotas.

O clima subtropical, com verões quentes e invernos de temperatura moderada parecem contrastar com a sua eleição para os Jogos2014, mas contribuíram certamente para fixar aqui, desde 2014 e, pelo menos, até 2020, o Grande Prémio de Fórmula 1 da Rússia.

Se o futebol é quase inexpressivo em termos de clubes, o desporto é cada vez mais importante para a economia da região, uma vez que para aqui confluem amantes de alpinismo, asa-delta, mergulho, vela, bicicletas aquáticas e esqui, entre outros.

Krasnaya Polyana e Rosa Khutor são ‘resorts’ de montanha muito procurados para os desportos de neve e que contribuem para os quatro milhões de turistas russos a cada ano, incluído celebridades e políticos, num destino com apreciável vida noturna.

As montanhas em torno de Sochi são protegidas pela UNESCO e as suas praias as mais apreciadas do país, que aqui tem a fronteira com a Abcásia/Geórgia.

A ‘fan zone’ é no porto marítimo, onde decorrem as grandes celebrações nacionais, e tem capacidade para 10.000 pessoas.

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?

8 comments

    1. Rui Batista Post author

      Na verdade, tivemos um empate com sabor bem adocicado… 🙂 Agora volto a Moscovo. Ando sempre ‘colado’ à equipa das ‘quinas’. Onde eles andarem, lá terei de estar… grande abraço para a Roménia!

    1. Rui Batista Post author

      Somos 2 a adorar montanhas 🙂 Sochi é uma língua demasiado comprida… que tem de tudo… coisas boas e… 🙂

  1. Mariana Bueno

    Adorei saber mais sobre Sochi. E que jogão foi Portugal x Espanha, show de futebol dos dois lados.

  2. Luiza Cardoso

    Que lugar encantador! Achei lindas as montanhas de Sochi, a paisagem natural de lá parece ser vislumbrante. Ótimo cenário tanto para as Olimpíadas, como para a Copa! Alias, isso que eu mais gosto em jogos mundiais, essa divulgação natural de lugares que não são muito falados, como aconteceu também com a África do Sul =)

    1. Rui Batista Post author

      É isso mesmo, Luiza. Também estive na África do Sul. O lado “B” dos Mundiais chega a ser bem mais interessante… 😉

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