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MUNDIAL2018: Saransk, a cidade que abraçou o ‘russo’ Gerard Depardieu

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Europa Rússia

Porque escolheu o ator francês Saransk?

Essa é a pergunta que Bornfreee gostava de ver respondida, mas o emblemático ator de Cyrano de Bergerac – entre muitos outros filmes – não anda por cá para responder.

Para quem nunca ouviu falar, como acontecera comigo até há pouco tempo, Saransk é mais pequena e enigmática cidade das 11 que acolhem o Mundial2018, o que não lhe retira o charme que atraiu Depardieu, que se registou como seu residente quando assumiu a nacionalidade russa.

Desencantado com a França em termos fiscais e desavindo com as autoridades políticas, Depardieu recebeu em janeiro de 2013 a cidadania russa por ordem expressa do presidente Vladimir Putin, a quem passou a defender publicamente.

Escolheu Saransk para ‘viver’, recebendo várias mordomias incluindo uma casa nesta capital da República da Mordovia e o convite para ser o seu ministro da cultura, o que recusou, embora prometesse ser seu representar internacional.

Fundada em 1641, como um forte na fronteira sudeste no império russo, Saransk, que deve o seu nome à sua posição junto ao rio Saranka, é tida como uma das mais agradáveis urbes russas para viver, em ritmo mais calmo e com atmosfera nas ruas que tem atraído cada vez mais compatriotas em termos turísticos.

Marcada inevitavelmente pelos enormes blocos habitacionais soviéticos, Saransk combina edifícios históricos, muitos dos séculos XVII e XVIII, com acolhedores parques, comércio e infraestruturas desportivas, que a colocam sempre em boa posição nos rankings de qualidade de vida do país.

A urbe estagnou em termos de desenvolvimento demográfico quando as capitais das regiões perderam competitividade face às suas indústrias obsoletas, construídas no tempo da União Soviéticas, que não resistiram a uma economia cada vez mais aberta, com crescente importação de produtos.

Saransk é a origem das nações fino-úgricas – entre outros, compreendem os húngaros, finlandeses, estonianos – sendo que a Mordovia protege as culturas e línguas únicas das suas etnias Moksah e Ezrya, que aqui vivem há séculos.

A baixa é, por isso, palco frequente de grandes festivais etnográficos e folclóricos que visam preservar a sua identidade, cultura e costumes.

A ‘fan zone’ está instalada na praça Sovetskaya, a mais central da cidade, trajada de edifícios históricos.

Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul e na Rússia ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?

27 comments

    1. Rui Batista Post author

      Filipe, também só conheço porque aqui tive de vir… não demos lá grande impressão, mas foi muito, muito bom rever o fantástico povo iraniano e ficar surpreendido com a cidade. Grande abraço!

    1. Rui Batista Post author

      Gabriela, eu também não, confesso 🙂 Expectativas não eram altas, por isso foram, de algum modo, ligeiramente superadas 🙂

    1. Rui Batista Post author

      Anna, na verdade acho que muito raramente cá põe os pés… um belo mistério para decifrar 🙂

  1. Kléci

    Não conhecia Saransk, muito menos a história de Depardieu na Russia. Curioso, no mínimo, aprender tudo isso por causa da Copa do Mundo. Adorei o insight para o post Rui! Born Free sempre me ensinando coisas novas!

  2. Klécia

    Não conhecia Saransk, muito menos a história de Depardieu na Russia. Curioso, no mínimo, aprender tudo isso por causa da Copa do Mundo. Adorei o insight para o post Rui! Born Free sempre me ensinando coisas novas!

    1. Rui Batista Post author

      Morar, só se fosse na Sibéria (e não estou a brincar, pois gostei muito). Mas um par de dias em Saransk pode ser giro…

  3. Camila Neves

    Muito legal conhecer mais a fundo as cidades do Mundial!Muito curiosa a história do Depardieu 🙂

  4. Aninha Lima

    Quero muitas outras coberturas das cidades Russas!
    Adorei as curiosidades, não sabia de nada relativo e já tô mais curiosa, a Rússia entrou no meu radar pra ficar!

    1. Rui Batista Post author

      Aninha, a Rússia tem muitas fantásticas surpresas… acredito que em poucos anos dê um salto gigante em termos de turismo…

    1. Rui Batista Post author

      Fabíola… Agora só espero ter a oportunidade de ir a um jogo do Brasil 🙂 A ver se dou sorte.

  5. Wandering life - Catarina Leonardo

    Essa igreja é absolutamente brutal, destaca-se imediatamente na planta da cidade. Já tinha ideia desta história do Depardieu mas não fazia ideia de como tinha sido ou em que sitio específico da Rússia seria. Bom saber!!!
    Grande beijinho.

    1. Rui Batista Post author

      Catarina, ‘cheira-me’ que o Depardieu apenas deve aparecer para entregar a declaração de impostos, mas a cidade justifica um par de dias mais por ano 🙂 beijinhos…

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