BORNFREEE leva refugiados ROHINGYA à ES Fontes Pereira de Melo

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(O EVENTO DECORREU ANTES DA PANDEMIA COVID-19)

A Escola Secundária Fontes Pereira de Melo, no Porto, é muito especial. Se duvidas tivesse, a persistência no convite para que lá levasse o tema dos refugiados Rohingya, no Bangladesh, e a forma como acolheram e promoveram a sua ideia bastavam para o comprovar.

As bancadas amovíveis saíram do conforto do seu recolhimento e ajudaram a um cenário repleto de estudantes e professores, todos com imenso interesse pelo tema, muitos com conhecimento fruto de trabalho de campo nas aulas.

Falou-se do genocídio perpetrado por Myanmar, budista, sobre a minoria étnica Rohingya, muçulmana, que, sobretudo em agosto de 2017, fugiu de morte certa. São 1,2 milhões de seres humanos acantonados no maior campo de refugiados do Mundo, em Kutupalong, perto de Cox’s Bazar. Onde vivem em condições sub-humanas.

Houve filosofia – da boa – na introdução ao tema e na discussão no fim da dissertação. Contribuiu, decisivamente, para um aprofundar do tema, em que a nossa empatia pelo outro, pelo desconhecido, esteve também em foco.

O evento estava previsto para uma hora, mas terminou pouco antes de se concluir a segunda, prolongamento com a anuência dos responsáveis da escola, igualmente embrenhados pelo tema e presentes no pavilhão.

Honra às escolas e aos dirigentes que se empenham a dar “Mundo” aos seus estudantes, promovendo a humanização e, com isso, garantir futuras gerações de cidadãos mais conscientes, ativos, críticos, voluntários, criativos, presentes, empáticos com os outros…

 

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Rui Barbosa Batista
Um mix de jornalista, líder e cronista de viagens, cumpri em 2016 uma centena de países no currículo. Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul e na Rússia ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. Continuamos juntos?

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