Artigos da Categoria: Índia

Porquê?

Ásia Índia

053Austrália e Nova Zelândia (retratadas em australianovazelandia.blogspot.com), com passagens curtas, mas marcantes, por Bali, Malaca e Doha, maravilharam-me, mas deixaram igualmente um sabor a pouco. Muito pouco. E uma certa vontade de regressar a experiências diferentes, menos ‘civilizadas’.
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A “Hora” da India

Decidimos inovar. Esquecer a aprendizagem de viagens em muitos países menos desenvolvidos e assumir a postura de um turista desprevenido. Uma hora, foi o combinado. E nada mais.

Queríamos comprar um bilhete de comboio para longa jornada. Algo aparentemente simples, apesar dos milhares que pintam o caos na estação. Lá veio o primeiro altruísta voluntário. Falou-nos no posto de atendimento ao turista. Vimos as placas. Fez questão de nos levar lá.
“Está fechado. Hoje é feriado. Só na cidade podem comprar os bilhetes. DCCC é o nome do local. Eu arranjo-vos um tuc tuc para vos levar lá. Não mais de 20 rupias (uns 30 cêntimos)”, avisou-nos o simpático novo “amigo”. Minutos depois já estávamos na DCCC, alegadamente o posto oficial de venda do estado. Na prática, uma agência de viagens de mau aspecto. Mesmo.
Dizem-nos que não há bilhetes. “Não em menos de duas semanas”, asseguram-nos. Mostram-nos no computador uma alegada lista de espera de dezenas de pessoas. Propõem alternativas. Avião a 145 euros. 175 euros para um plano C baseado em circuito turístico.
Não podia ser. Devíamos estar no destino em dois dias, retorquimos. Precisamos tirar dúvidas com amigos em Portugal. Desconfiam. Oferecem-se para nos facultar a internet. E telefone gratuito para ligarmos para a pátria mãe. Muito prestáveis. Tinham passado 35 minutos da Hora da Índia. Saímos do local para “pensar”.
Nem 20 passos tínhamos dado e já um “estudante” que apenas deseja m “praticar o inglês” se tinha oferecido para ajudar. “Nessa loja cobram-vos percentagem. Devem ir aos escritórios do governo. Ficam mesmo ali”. Dois minutos depois entravamos em nova agência de viagem. Restavam 5 minutos para o fim da Hora da Índia. O confiante funcionário não sabia. Esgotou-se o tempo. O seu “peixe” era o mesmo, mas com outros números. Ficou a falar sozinho…
Voltamos para estação. Directos ao posto de turismo. Afinal havia bilhetes. E a preços mais em conta. Alguma burocracia, mas reserva feita. Pragmatismo 1, Hora da Índia 0. É bom estar aqui…

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Dia de Cão em Jaipur

O ânimo de estarmos no Rajastão, na capital Jaipur, esmoreceu ao raiar do dia.
Saímos cedo da caminha. Mas foi também prematuramente que entendemos que não poderíamos andar longe do hotel. Melhor: eu precisava andar muito perto do WC e o Vasco de descanso face às dores musculares. Antes de ser atacado pelo mesmo problema que eu… Continue reading

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Rumo a Jaipur

Não chegámos a dormir em Agra. Tínhamos pressa do Rajastão. Jaipur era o objetivo. Acabámos por “sacrificar” o forte de Agra, a uns dois quilómetros do Taj Mahal, e metemo-nos a caminho. Havia um “maior e mais interessante” em Jaipur.
As prometidas “quatro a cinco horas” de viagem viraram sete. A paisagem foi mudando… Continue reading

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Taj Mahal

Ganhou fama de ser a maior prova de amor da história. Um afeto tal que virou lenda. É, também por isso, uma das sete maravilhas do Mundo.
Beleza em mármore branco. Incrustado com fios de ouro e pedras semipreciosas. Inscrições retiradas do Corão dão outro significado à obra. Continue reading

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Finalmente, magia e… bicicletas mágicas

Ao contrário do que parece, nem tudo foi mau aos nossos olhos. Varanasi também tem magia. Eram 04:30 e já estávamos na margem do Ganges para ver o nascer do sol.
Milhares de pessoas dormem nas ruas. No chão, num pedaço de cartão. Num plástico. Na terra ou cimento. Em alguns locais, quase amontoados. Vestindo um mero farrapo. Nunca conheceram outra vida. Nem sequer chega a haver resignação. Continue reading

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Esgoto do Mundo

“Bem vindos a Varanasi, uma cidade de merda, num país de merda. Aqui encontram merda em todo o lado. Humana e animal. Fazem também compras de merda em locais merdosos. Asseguro-vos que a minha loja é a mais merdosa de todas, com artigos que são uma autêntica bosta. Querem visita-la?” Continue reading

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