Rumo à Moldávia

Comboio é o meu transporte favorito, mas este para Chisinau sai apenas uma vez por dia. E é a meio da noite.  Sem qualquer sentido. Incompreensivelmente, Iasi não faz parte das contas de países centrados em torno do umbigo das respetivas capitais: apenas Chisinau e Bucareste estão servidos a horas...

Um “flash” em Amesterdão

A última caminhada antes de voltar ao aeroporto leva-nos a uma feira de arte. E os trabalhos que mais aprecio são de autor com nome português. Paulo Ferreira. Na verdade, é brasileiro. E logo nos tira a ‘pinta’, metendo conversa. Terá uns 55 anos, veio há 30 para a Europa...

Insensatez de Aerporto

O aeroporto de Lisboa fica na cidade, excelente para quem viaja. O do Porto a 12 quilómetros do centro, com exemplar rede de metro. Em Mandalay, são 40 (!!) os quilómetros. Uma insensatez, para não lhe chamar outra coisa. Há imensidão de terrenos planos bem mais perto… completamente desaproveitados. Não...

Regresso a Mandalay

Inconformado, persisto e descubro ligação às 08:30. A apanharem-nos manhã cedo, no hotel. Atrasam-se meros cinco minutos, será maior a espera nos “escritórios centrais”. Vamos em veículo de caixa aberta. No qual rapidamente teremos a companhia de três senhoras, que se dirigem a um mercado. A conversa é animada e...

A chegada do “costume”

Nos parcos minutos em que esperamos, impossível abstrair-nos do curso de água à nossa direita. A cor não é normal. Aparenta a tonalidade de uma descarga ilegal. E mais invulgar é a quantidade de pessoas que se banha nele. Com sabão. Ao lado de quem lava roupa, tachos e panelas....

Rumo ao Lago Inle

A paisagem continua deliciosamente rural. Tudo é precário, poeirento. Poético. Não há vidros nas janelas. Avançamos a uma velocidade tal que usar a palavra “ritmo” soa a hipérbole. É assim, neste frenesim imaginado, que vejo um pai a chegar a casa. Festeja com as crianças junto ao pequeno quintal. Pousa sacos....

Problemática Autoridade

“Não temos mais dinheiro. Ou aceita a nota – que está em impecável estado de conservação – ou vem comigo à cidade, a um multibanco. A escolha é sua. Ou pensa que vamos ficar aqui a dormir?”, atiro, em igual tom amigável. A experiência tem-me dito que ‘encolher-me’ não costuma...

Jornada épica no Irrawady

Instalo-me na proa e é aí que faço boa parte da viagem, quando não estou a explorar os diferentes recantos do barco de três andares. A vista é privilegiada. O que mais me seduz? Sentir o sol no rosto, como se de um abraço eterno se tratasse. Ouvir musica, olhos...

15 horas de pura Birmânia

Os primeiros raios de sol já testemunham muita vida no caminho. Há grandes lençóis artificiais de água e modestas casas empoleiradas neles, assentes em frágeis estacas. Crianças brincam tal como os animais, sem rédea. Mulheres lavam e trabalham a terra. Os campos já labutam a bom ritmo, pois o calor...

ADEUS, China

Finalmente, comboio noturno. Já tinha saudades destas aventuras. Não que os da China sejam os mais suscetíveis das histórias mais mirabolantes… mas estas experiências deliciam-me. Em viagem, os momentos em trânsito entre lugares são dos meus favoritos. Cabine de quatro lugares. Ambiente calmo. E 12 carruagens até ao vagão-restaurante. Que...

LOST IN TRANSLATION

As 07h30 Jinuye Xie está à porta do hotel. Era o combinado. 15 minutos mais tarde, na concorrida estação de comboios. Partiremos pouco depois para novas latitudes. Cada vez mais estimulantes. Seis horas de viagem musicalmente animada. Temos grupo misto. Unido por tatuagens.  E alteram melodias chinesas com pirosices romanticas em...