Finalmente, popó nas mãos. Sul é a direção. Margaret River. A região é tão famosa pelos seus cativantes vinhedos como pelas deslumbrantes praias, únicas para a prática do surf. Acabámos por dormir no Surfers Point, a 300 metros do mar. No meio de uma reserva natural. Não resistimos a um mergulho e papinho para o ar um par de horas. Depois conduzimos um par de quilómetros para norte, onde uma vista fantástica para o mar e natureza capta a atenção de umas três dezenas de pessoas, acomodadas em simpática relva, geralmente bem abastecidas de álcool. A noite é em torno do bilhar, contra uma dupla israelita da Mossad. Se não é, bem que parecia. A perda do primeiro jogo revestiu-se de humilhação da nação judaica, pelo que os nossos opositores cerraram dentes e limparam-nos o cebo, sem espinhas, nos dois jogos seguintes. Exibiram orgulho tal que parecia que Israel tinha ganho, novamente, e com ainda maior impacto, a Guerra dos Seis Dias.
Amanhece e começámos por explorar umas das muitas grutas da região. Lake Cave tomou-nos uma hora. Interessante, mas insuficiente para verdadeiro espanto. Segue Yallingup, a nossa primeira paixão rumo a Norte. Uma pequena localidade junto ao mar (invariavelmente, paraíso para surfistas) constituída por um conjunto de casas tão diversas quanto belas. E perfeitamente integradas com a paisagem. Uma harmonia que enche o peito e satisfaz as nossas mais exigentes fantasias estéticas. Depois de um erro de casting – ida ao farol do Cabo Naturalista – almoço em Dunsborough. Com relvados tão “apetitosos”, optámos por fazer um pic nic. Frango tipo churrasco e três tipos de salada. As persistentes gaivotas não resistiram e montaram uma paciente “cerca”, imitada por um simpático e obediente buldog. Nenhum dos bichinhos teve sorte.
Busselton e Bunbury deixaram boas impressões. Pena não haver mais tempo para as explorar. É hora de acelerar: Ainda temos de fazer as malas, pois esta noite partimos para Sydney..
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