Os australianos têm reconhecida fibra, mas os do Território do Norte parecem ainda mais duros de roer. Darwin, que não prima pela beleza estética ou animação, é bom exemplo disso.Na II Guerra Mundial foi arrasada pela aviação japonesa. Reergueu-se, reprojetada. Em 1974, o ciclone Tracy mostrou o que arrasadores 250 km/h podem fazer. Voaram 9.000 casas e morreram mais de 60 pessoas. Tudo tranquilo, reorganizaram-se. Ainda mais fortes. Instalamo-nos na rua mais animada da cidade – polvilhada de bares e restaurantes – e vamos ao Monsoon, onde um grupo toca ao vivo. Demasiada qualidade para a moldura na plateia. No dia da partida, reservada para o fim da tarde, descobrimos o melhor de Darwin: Waterfront. Uma zona residencial de excelente nível, com um jardim cativante e uma piscina pública com praia e ondas artificiais, nas quais até bodyboard se faz.
Excitados, almoçamos de imediato, procuramos o carro para nos munimos do material necessário, trocamos de roupa e mergulhamos naquela maravilha. Instalados em belas boias, navegamos horas sem fim. A subir e descer constantemente, ao sabor das ondas.
O descuido vale uns escaldões que esperemos já sejam passado em Portugal. Em zona tropical como esta, as tempestades não são assim tão invulgares. O céu transborda de cinzento até cascatas de chuva correrem com a malta do complexo. Somos os últimos a abandonar o navio… Aliás, só mesmo corridos saímos do complexo. Ainda húmidos, rumamos ao aeroporto. Devolver carro, trocar roupa para outra seca, mais 1001 burocracias para sair do país e novo voo….
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