De todas as palavras do super extenso e complexo mandarim, “fapiau” é certamente a que as nossas convidadas menos esperavam ouvir.Passou uma semana e Vicki sabe que tem novo jantar à espera em Christchurch. Desta vez, peixe para celebrar. Traz uma amiga, Erika, também asiática. Igualmente a tentar, sozinha, singrar num outro país (*).
O espanto pelo “fapiau” é tal que repetem a palavra diversas vezes durante a noite. Sempre com riso descontrolado. Na verdade, e se invertermos a situação, esperamos que os estrangeiros que apenas sabem três palavras de português consigam dizer “olá”, “bom dia”, “obrigado”.
Pois bem, dos dois gratificantes meses passados na China em 2008 lembrava-me de “Ni hao” (olá), “xie xie” (obrigado) e “fapiau”, que significa… fatura.
O impacto da China no mundo global – aspetos positivos e negativos – é o tema que domina a conversa. É sempre interessante trocar pontos de vista, mesmo que o tema não seja do agrado de todos.
Sabendo que temos de madrugar no dia seguinte, levámos as donzelas a casa. De manhã deixamos o Eden que nos encantou para voar até à desconhecida ilha norte.
(*) O objetivo dos asiáticos (e não só) na Nova Zelândia e Austrália é quase sempre conseguir a cidadania. Aí, tudo fica mais fácil para trazer para o país os familiares diretos, com o ciclo a reproduzir-se sucessivas vezes. É assim que a Nova Zelândia e Austrália ficaram quase apinhados dos nativos de onde o sol nasce..
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